Saúde

Agressão a técnica de enfermagem em UPA de Santo André

Redação · 27 de set. de 2026, 19:41
Agressão a técnica de enfermagem em UPA de Santo André

Na manhã deste sábado (26), a técnica de enfermagem Carla Regina de Freitas, de 40 anos, foi agredida por uma paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Perimetral, localizada na Vila Assunção, em Santo André. O incidente, que ocorreu por volta das 6h30, é o sexto caso de violência contra profissionais da saúde na região do Grande ABC em menos de um mês, com Santo André registrando cinco dessas ocorrências.

Carla, que atua na área há 18 anos e está na UPA há dois, relatou que a paciente, após ter recebido medicação e aguardando retorno médico, ficou insatisfeita ao perceber que o médico responsável não estava disponível devido à troca de plantão. Ao não encontrar o médico, a mulher se dirigiu à técnica para expressar sua insatisfação, informando que deixaria a unidade. Diante disso, Carla sugeriu que retirasse o acesso venoso para facilitar sua saída.

A paciente, no entanto, em um gesto de raiva, removeu o dispositivo do próprio braço e o arremessou na direção de Carla, antes de deixar o local. Após alguns minutos, a mulher retornou e partiu para agressões verbais, chegando a ameaçar Carla de forma física. Contudo, a técnica conta que a agressão física não foi consumada, pois outra funcionária estava presente e isso desencorajou a paciente.

Ainda segundo o relato, enquanto a equipe saía para um intervalo, Carla foi surpreendida ao ser empurrada pela paciente, que desafiava: "vem, vem, que eu vou te bater". Um médico que se encontrava na UPA interveio, pedindo à mulher que deixasse a unidade.

Carla expressou que a violência verbal é uma constante na rotina da UPA, o que provoca insegurança entre os funcionários. A técnica enfatizou: "A cada dia enfrentamos agressões verbais. O medo é sempre presente, pois não sabemos o que as pessoas farão".

A Secretaria de Saúde de Santo André confirmou a agressão e relatou que Carla recebeu apoio após o incidente. A administração critica a violência contra trabalhadores da saúde e destacou que a paciente aguardava um atestado médico, que não era adequado no momento e acabou sendo negado. A administração se comprometeu em garantir assistência à técnica após a ocorrência.

A Prefeitura reforçou a importância de critérios técnicos para atendimentos nas unidades de saúde e ressaltou suas ações para proporcionar segurança a todos os profissionais e usuários.

HISTÓRICO

Esse episódio em Santo André acontece logo após outra agressão na UPA Vila Luzita, ocorrida na quinta-feira (24), quando a técnica de enfermagem Cintia Barbosa da Silva, 42 anos, também foi alvo de violência ao prestar atendimento. Em outro caso registrado, um enfermeiro foi atacado por um paciente agressivo, enquanto uma situação em Mauá envolveu uma auxiliar de enfermagem que foi importunada sexualmente.

Nota da Prefeitura de Santo André na íntegra:

"A Secretaria de Saúde de Santo André confirma que houve um episódio de agressão contra uma profissional de enfermagem que atua na UPA Perimentral. A Pasta repudia qualquer forma de violência contra os trabalhadores da rede municipal de Saúde.

De acordo com relatos, após ser atendida, a paciente teria solicitado um atestado médico, que não cabia à ocasião e foi negado. Ao sair do consultório teria esbarrado em uma técnica de enfermagem da unidade e a agredido.

Após a ocorrência, a Secretaria de Saúde prestou acolhimento à profissional e está adotando as providências necessárias para garantir sua assistência e suporte institucional.

O caso foi encaminhado ao 2° Distrito Policial de Santo André para abertura de boletim de ocorrência.

A Secretaria de Saúde esclarece que o atendimento nas unidades de urgência e emergência segue critérios técnicos e assistenciais.

A Prefeitura de Santo André está trabalhando continuamente para garantir a segurança dos profissionais e usuários da rede municipal, avaliando e aprimorando as medidas de proteção nas unidades de Saúde sempre que necessário.

O município reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais, com um ambiente de trabalho seguro e com um atendimento público baseado em critérios técnicos, sem qualquer forma de violência ou discriminação."