Executivo brasileiro detido na Flórida por suposta embriaguez
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Andros Garcia Maldaner, de 40 anos, é um executivo que reside nos Estados Unidos desde 2018 e atualmente enfrenta uma situação delicada no sistema prisional da Flórida, onde está detido em um centro de imigração. Ele se descreve como vítima de uma acusação errônea de dirigir sob influência de álcool, ocorrida em 30 de julho, quando foi abordado durante uma blitz policial em uma rodovia da Flórida.
Recentemente, em conversa com a reportagem, Andros expressou tristeza sobre como o que deveria ser a terra da liberdade se tornou um pesadelo para ele. Ele estava saindo do trabalho no banco Morgan Stanley, onde atua como assistente de vice-presidente, e estava a caminho de casa para ver seu filho de 8 anos quando foi detido.
Apesar de estar legalmente no país, foi acusado por um policial de dirigir bêbado e entregue ao U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), onde permanece detido há quase dois meses. Ele afirma não ter tido oportunidade de contestar a acusação que, segundo ele, é falsa.
"Desde que cheguei aqui, sempre estive regularizado. Sempre busquei a legalização e agora me encontro nesta situação incompreensível", disse Andros. De acordo com ele, o policial foi percebendo sua condição de imigrante e, ao vê-lo parado, o acusou sem fundamento.
Andros tem um histórico profissional sólido, já que no Morgan Stanley ele era responsável por investigar crimes financeiros, o que o levava a trabalhar em conjunto com o FBI e a DEA. Agora, sente que perdeu tudo, incluindo o emprego, a casa e até a possibilidade de ver seu filho.
Relatos de uma emissora de TV local indicam que, durante a abordagem, o policial Snyder alegou que Andros estava dirigindo de forma errática e que, ao ser abordado, não percebeu a sirene. Após uma breve perseguição, o policial teria encontrado substâncias alcoólicas e medicamentos para TDAH no veículo, o que levou a acusações de embriaguez e direção perigosa, embora Andros refute esses pontos.”
Ele também relatou condições desumanas dentro da prisão, onde disse que os detidos são tratados como criminosos, enfrentando falta de cuidados médicos e respeito. Vallentyna, sua namorada, destacou que ele não tem acesso à defesa judicial.
Ao buscar apoio do governo brasileiro, Andros espera que a situação de outros imigrantes também seja levada em consideração. Ele pediu por assistência consular para si e para os outros brasileiros detidos, alegando que muitos não merecem estar na prisão e requerem atenção urgente.