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Falso veterinário é detido no Rio enquanto realizava cirurgia em gato

Redação · 22 de set. de 2026, 18:17
Falso veterinário é detido no Rio enquanto realizava cirurgia em gato

Tutora descobriu que registro do suspeito era de outro profissional

Na noite desta segunda-feira (10), a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante de um homem que se fazia passar por veterinário em uma clínica localizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Daniel do Nascimento Soares Bittencourt estava no ato de realizar uma cirurgia em um gato quando os agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) chegaram ao local. A reportagem está tentando contato com a defesa do acusado.

As investigações revelaram que o suspeito utilizava o número de registro profissional de um veterinário legítimo. Uma das tutoras relatou que sua gata necessitou ter uma das patas amputadas após um procedimento feito por ele.

Os policiais colheram as declarações de uma proprietária que buscou atendimento com Daniel para sua gata. Conforme seu relato, em 11 de julho, ele executou uma cirurgia no animal, alegando ter implantado dois pinos na perna da gata e cobrando por isso diretamente.

Entretanto, a tutora notou, em dias subsequentes, sinais de necrose na pata da gata e procurou outra clínica veterinária para atendimento.

Os exames realizados na nova clínica identificaram que os pinos, que o falso veterinário dissera ter colocado, na verdade não estavam presentes. Além disso, ficou claro que o procedimento fora feito de forma inadequada, causando necrose na perna inteira e resultando na amputação do membro.

A tutora verificou o registro profissional apresentado por Daniel, que estava no comprovante e receituário, e confirmou que pertencia a outro veterinário.

Durante a abordagem na clínica, os policiais também encontraram medicamentos veterinários fora da validade à venda. Eles ainda notaram a falta de equipamentos adequados para a esterilização dos instrumentos cirúrgicos e a ausência do alvará de funcionamento e da licença sanitária do estabelecimento.

Os agentes informaram que o acusado já tinha pelo menos 11 registros distintos por diversas infrações, incluindo exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, estelionato, ameaças, injúria, entre outros.