FMI projeta Brasil em 8ª posição econômica até 2031

Conforme a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil retornará à 8ª colocação no ranking das maiores economias globais em 2027. Este país já ocupou essa posição anteriormente, pela primeira vez em 1996. Segundo o FMI, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá atingir US$ 2,8 trilhões no próximo ano, superando as economias da Itália e da Rússia. Na parte superior da lista, os Estados Unidos continuarão a liderar, projetando-se um PIB de US$ 34,44 trilhões. A China permanece na 2ª colocação entre as economias mais robustas do planeta. O top 5 para 2027, segundo os estudos do FMI, é completado pela Alemanha, Índia e Reino Unido. Para 2026, o Brasil deverá estar na 10ª posição, com um PIB projetado de US$ 2,65 trilhões, uma revisão que ocorreu após uma diminuição nas estimativas de crescimento. O FMI prevê um crescimento econômico de 2,2% para este ano e 1,9% em 2027, após um aumento de 2,3% no ano anterior. Em uma entrevista ao CNN Money, Otaviano Canuto, ex-diretor do FMI, comentou que esta revisão reflete uma tendência já em movimento no Brasil, stating, "A economia brasileira está em uma fase de desaceleração." O FMI também destacou preocupações sobre a situação fiscal, enfatizando a necessidade de ação dos governos antes que os mercados financeiros exijam intervenções. O Brasil ingressou nas 10 maiores economias mundiais em 1986, quando estava na 9ª posição e alcançou o 7º lugar em 1995. O FMI projeta que essa classificação se manterá até 2031, com o Brasil continuando a ocupar a oitava posição por mais cinco anos. Em 2029, espera-se que o PIB do Brasil supere a marca de US$ 3 trilhões. A análise do FMI também indica uma queda na classificação da Rússia, que será ultrapassada pelo Canadá, Coreia do Sul e México até 2031.