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Investigação policial sobre pichação em Santo André

Redação · 24 de out. de 2026, 13:35
Investigação policial sobre pichação em Santo André

Polícia Civil apura pichação em muro do Fórum de Santo André

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil de São Paulo para investigar uma pichação ocorrida no muro do Fórum de Santo André, no centro da cidade, nesta madrugada (23). O ato, que traz frases de teor político, levanta suspeitas sobre possíveis financiadores não identificados.

Por volta das 3h44, durante uma ronda preventiva no Paço Municipal, a Polícia Militar abordou um casal que se encontrava em atitude suspeita nas proximidades do prédio do Judiciário. Ao serem revistados, um dos indivíduos foi encontrado com as mãos manchadas de tinta, e, junto ao muro, os policiais encontraram a inscrição “Bolsonaro nunca mais” grafada.

Os indivíduos foram identificados como D.MS, de 38 anos, que se encontra desempregada, e D.Y., pintor de 40 anos. Um terceiro comparsa, identificado como P.S.M, um motorista de 25 anos, foi responsável por levar os demais ao local. Os celulares dos três foram apreendidos durante a operação.

Detalhes sobre pagamento e intermediários

Em depoimento no 02º Distrito Policial de Santo André, os detidos confessaram a prática do ato e mencionaram que foram atraídos por uma oferta de pagamento. Relataram que, na última segunda-feira, encontraram quatro pessoas “bem vestidas” no campus da Universidade Federal do ABC (UFABC), que lhes propuseram R$ 300,00 cada para realizar a pichação.

Os materiais para a pichação, como tintas e pincéis, foram entregues na noite de quinta-feira (22) por um intermediário que se reunira com eles no estacionamento da universidade. O pagamento prometido dependia da entrega de uma foto que comprovasse a realização da pichação, mas a ação da Polícia Militar impediu que isso acontecesse.

Abertura de inquérito e busca por imagens

Apesar de a pichação em propriedade pública (Artigo 65 da Lei de Crimes Ambientais – Lei 9.605/98) ser considerada uma infração de menor gravidade, a delegada Dra. Amelia Gonçalves Bretas escolheu formalizar um Inquérito Policial ao invés de registrar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Essa decisão foi baseada na seriedade e na complexidade dos eventos, que indicam uma possível ação organizada por terceiros.

A polícia pediu a ajuda de perícia técnica e imagens das câmeras de segurança do Fórum de Santo André e da UFABC, concentrando-se nas áreas mencionadas pelos envolvidos. Essas gravações deverão auxiliar na validação dos relatos, na identificação dos responsáveis pelo fornecimento dos materiais e na elucidação da verdadeira motivação por trás da ação. As apurações continuam em sigilo na delegacia.