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Delegada do Pará é presa por receber R$ 50 mil de líder do PCC

Redação · 16 de out. de 2026, 19:22
Delegada do Pará é presa por receber R$ 50 mil de líder do PCC

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi detida após as autoridades investigarem uma transferência de R$ 50 mil recebida por meio de Pix de um indivíduo apelidado de “Gordão”, identificado pela Polícia Civil de Pernambuco como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o delegado Ney Luiz, responsável pelo Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), houve registros de que a delegada consultava sistemas policiais para checar se havia investigações a respeito do suspeito, além de fornecer informações sobre investigações relacionadas a ele e a membros da facção. A prisão aconteceu em um hotel em Brasília na última quinta-feira (15), durante a Operação Sinalagma, e contou com a colaboração de agentes de diferentes corporações que monitoraram a delegada antes da captura. O investigador ainda afirmou que o suspeito, Gordão, teria coberto as despesas de uma viagem da delegada ao estado, levando-a a lugares como Porto de Galinhas e Serrambi. Quando questionado sobre se havia um envolvimento amoroso entre eles, Ney Luiz respondeu: “Aparentemente, sim”, mencionando que o suspeito teria pago as passagens e pedido que ela viajasse sozinha. Leia também: Quem é a delegada do Pará presa por suposta colaboração com o PCC | CNN Brasil O suposto relacionamento entre Gordão e a delegada pode ter raízes no Pará, quando ele foi detido em uma ocorrência envolvendo uma colisão e uma discussão. O indivíduo, que possuía um documento falso, foi liberado posteriormente, algo que suscitou suspeitas de que a liberação foi feita em troca de um pagamento à equipe policial que o prendeu. Após a sua liberação, Gordão seguiu para Pernambuco, onde foi preso em janeiro de 2025, em Porto de Galinhas, em um cumprimento de ordem judicial da Justiça de São Paulo. Na sequência, a Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito para investigar a associação do homem com agentes públicos do Pará. A Operação Sinalagma foi deflagrada em 15 de outubro de 2026 e resultou no cumprimento de 14 mandados, sendo três de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em Pernambuco, Pará e São Paulo, focando em uma organização criminosa com possíveis conexões entre estados, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Gordão foi novamente preso na operação, em um apartamento em Recife, onde atuava como traficante e líder em diversos estados, incluindo Pará, Amazonas e Acre. A investigação estima transações financeiras que chegam a R$ 14 milhões e incluiu o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas até o total de R$ 14,95 milhões. Durante as buscas, foram apreendidos luxos como relógios, joias e celulares, com valores estimados de R$ 300 mil a R$ 500 mil para alguns relógios, e uma joia avaliada em até R$ 30 mil. A continuidade das investigações visa esclarecer os papéis dos envolvidos e ampliar as ações legais conforme surgirem novas evidências.