Geral

Fantástico refaz trajeto do resgate do helicóptero de Rick

Redação · 28 de set. de 2026, 15:25
Fantástico refaz trajeto do resgate do helicóptero de Rick

O programa Fantástico refaz caminho até o local do acidente aéreo. Peritos utilizam tecnologia 3D para investigar os fatores que levaram à queda da aeronave.

Por Fantástico

27/09/2026 20h31 Atualizado há 2 horas

  • A equipe do programa Fantástico revisitou a rota de resgate até o ponto onde caiu o helicóptero que vitimou o cantor Rick e mais quatro pessoas em Santa Catarina.
  • Para a investigação do acidente, a Polícia Científica está empregando drones e scanners 3D a fim de recriar a cena da queda e examinar os destroços para entender o que causou a tragédia.
  • Durante as buscas, os grupos enfrentaram dificuldades como mata densa, lama e um terreno acidentado, onde os destroços estavam situados em uma área de acesso complicado.
  • Previamente ao voo, a tripulação expressou apreensão em relação às condições climáticas adversas, uma vez que a Defesa Civil havia emitido um aviso sobre tempestades intensas na área.
  • Os investigadores estão analisando a caixa-preta da aeronave, além de avaliarem as condições climáticas. Especialistas consideram tanto possíveis falhas humanas quanto a influência do mau tempo.

Imagens exclusivas mostram o intenso trabalho nas operações de resgate, que tentam elucidar como um voo de menos de uma hora resultou na morte de cinco pessoas.

"Cada fragmento encontrado pode ajudar a entender os últimos instantes do voo", declarou o perito Fernando Henrique Ponzetti, enfatizando o uso de tecnologia de ponta para a análise dos restos do helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR.

A equipe está disposta a aplicar técnicas que permitirão simular a maneira como a aeronave colidiu com o terreno, levando em conta suas dimensões e características.

"A aeronave se despedaçou ao atingir o solo, e, dada a disposição dos destroços, as chances de encontrar sobreviventes eram praticamente nulas", afirmou Ponzetti.

Tragédia: reconstruindo o caminho

Para entender a magnitudade da tragédia, a equipe enfrentou duas horas e meia de caminhada em um terreno montanhoso a 1.700 metros de altitude. Dois dias após o acidente, na quinta-feira, os agentes revisitaram o local do impacto.

As dificuldades foram resumidas por um tenente do corpo de bombeiros: "Os bombeiros enfrentaram condições rigorosas, com muita lama e obstáculos naturais".

A busca começou após um alerta sobre uma aeronave que poderia ter desaparecido entre Urubici e São Joaquim, como relatou o chefe dos bombeiros: "Naquele momento, não sabíamos se a aeronave tinha feito um pouso forçado ou não". O trabalho de mobilização foi iniciado durante a noite, sendo ampliado ao clarear do dia seguinte.

Por outro lado, as operações se concentraram em dois locais cruciais: o último sinal do celular em Vacas Gordas e o último registro de comunicação do helicóptero em Santa Bárbara, uma área elevada em relação a São Joaquim.

Utilizando drones com câmeras térmicas, uma força-tarefa formada por bombeiros e voluntários realizou um trabalho contínuo por mais de 20 horas.

Os momentos finais da busca foram marcados por gravações que captaram o som da colisão. O comandante das operações confirmou, com tristeza, as cinco fatalidades encontradas.

Entre as vítimas estavam:

  • O cantor Rick, da famosa dupla Rick e Renner;
  • O empresário Bruno Avelar;
  • O produtor Paulo Soares;
  • O piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo;
  • E o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

Características da aeronave

O Bell 430, fabricado em 2001, tem capacidade para sete passageiros e estava com toda a documentação regularizada, de acordo com a ANAC, podendo realizar voos noturnos.

Jorge Eduardo Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico, comentou sobre o estado da aeronave e descartou falhas mecânicas: "Era um modelo de alta qualidade para sua categoria, mas os fatores climáticos podem ter afetado sua operação".

Ele também apontou a possibilidade de um fenômeno meteorológico conhecido como downdraft, que pode provocar descidas abruptas no voo.

Preocupações climáticas

O piloto, Antônio Nóbrega, possuía uma vasta experiência de cerca de seis mil horas de voo, e no momento da decolagem, preocupações sobre as condições meteorológicas foram trocadas entre a tripulação e os operadores do aeroporto em Lages. O copiloto enviou mensagens detalhando a situação climática em continuidade às conversas.

Com o alerta de tempestade severa, as operações práticas foram afetadas. "Eles estavam cientes da aproximação da frente fria e dos riscos relacionados. Eu fiz novas tentativas de contato após a decolagem, mas não obtive resposta", disse Juliano Luft, responsável pelo contato em Lages.

Imagens de moradores da região foram captadas enquanto a aeronave começou sua jornada, mostrando a passagem do helicóptero sem indícios de problemas antes do impacto.

Jorge Eduardo Leal também levantou questões sobre o controle do piloto diante das adversidades climáticas, evidenciando a necessidade de esclarecer se a tripulação tinha plena noção da situação em que se encontravam. A empresa proprietária do helicóptero, JTA Empreendimentos, já iniciou análises para remover os destroços, enquanto investigadores buscam mais informações por meio da caixa-preta.

"Estamos comprometidos em garantir resultados de qualidade nas nossas análises, isso é um respeito armazenado às famílias das vítimas", concluiu Ponzetti, o perito criminal.